Como cobrar um serviço sem ficar no prejuízo
Quase todo profissional autônomo começa cobrando "o que os outros cobram". Funciona até o dia em que descobre que o vizinho está dando prejuízo silencioso e arrastando você junto. A forma correta é partir do seu custo real e adicionar margem.
Os 4 componentes do preço
- Insumos diretos — produtos, materiais, descartáveis usados no atendimento.
- Tempo × custo-hora — quanto você precisa ganhar por hora para sustentar a operação. Inclui aluguel, energia, sistema, contador, prolabore — divididos pelas horas que você efetivamente atende por mês.
- Custos variáveis — taxa do cartão, comissão de plataformas, imposto.
- Margem de lucro — o que sobra para reinvestir, ter reserva e crescer.
Como calcular seu custo-hora
Some todos os custos fixos do mês (aluguel + energia + sistema + contador + você) e divida pelas horas que você efetivamente atende, não pelas horas que você fica disponível. Profissional autônomo típico atende 4-6 horas por dia úteis — o resto é venda, atendimento, limpeza, deslocamento.
Margem boa para serviço
- 20-30% — sobrevivência. Pague as contas, sem folga.
- 30-50% — saudável. Permite reserva e investir em equipamento.
- 50%+ — só com diferencial real (especialização, marca, fila).
E os concorrentes?
Depois de calcular pelo custo, compare com o mercado. Se o seu preço calculado está muito acima, você precisa baixar custos ou justificar o preço com diferencial. Se está bem abaixo, comemore — você tem espaço para subir sem perder cliente.