Sexta de manhã você aperta o botão e a campanha sai: 500 contatos, um template já aprovado avisando que a agenda de agosto abriu. Meia hora depois você abre o relatório de campanha no WhatsApp e trava. Total: 500. Enviado: 500. Entregue: 470. Lido: 300. Falha: 18. Sem WhatsApp: 12. Puladas: 0. E agora, foi bom ou foi ruim? Alguém bloqueou? Queimei o número?
A confusão é normal, porque as palavras parecem sinônimo e não são. Enviado não é entregue, entregue não é lido, e "falha" não é a mesma coisa que "sem WhatsApp" nem que "pulada". Vamos ler a tela com esses mesmos números.
O funil de entrega: enviadas, entregues, lidas
No detalhe de cada campanha o Lotou monta um funil. No topo, Destinatários: quanta gente entrou naquele disparo. Abaixo, três barras.
- Enviadas: a Meta aceitou a mensagem e ela saiu do seu número. É só isso.
- Entregues: chegou no aparelho, o segundo tique. É aqui que a conta acontece: template de marketing é cobrado pela Meta por mensagem entregue, não por disparada.
- Lidas: a conversa foi aberta. Só que quem desliga a confirmação de leitura nunca aparece como lido, mesmo tendo lido tudo. Esse número é sempre um piso.
Por que 60% e 64% aparecem na mesma tela
A dúvida que mais confunde: a mesma tela traz duas leituras com bases diferentes, e as duas estão certas.
O funil que abre no botão Detalhe é só daquela campanha e calcula tudo sobre o total de destinatários: com 500 na lista, 470 entregues e 300 lidas, ele mostra 94% e 60%. Já os cartões do topo (Enviadas, % entrega, % leitura e Gasto) usam a etapa anterior como base, entrega sobre enviadas e leitura sobre entregues.
E tem o detalhe que engana quem já rodou mais de uma campanha: esses cartões do topo somam todas as campanhas da conta, não só a última. Se essa é a sua primeira, o cartão bate com o funil, porque 300 dividido por 470 dá 63,8%, o valor que o "% leitura" mostra. A partir da segunda, o cartão vira média acumulada. Para a leitura de um disparo específico, o lugar certo é sempre o funil do Detalhe. Não é bug, é base diferente.
Na tabela principal, cada campanha ocupa uma linha com Total, Enviado, Entregue, Lido, Falha, Puladas e Custo. O botão CSV baixa tudo, número por número.
Falha, Sem WhatsApp e Puladas não são a mesma coisa
Os 30 que não receberam nada estão em dois status diferentes, e a divisão muda a sua reação. Dentro do Detalhe isso aparece em três lugares: o bloco Distribuição por status conta cada um, a lista de Destinatários mostra o rótulo por número (com filtro e a coluna Motivo ao lado) e Principais erros junta o código da Meta com a contagem. Essa coluna Status também vem no CSV.
Os 12 em Sem WhatsApp são números que a Meta respondeu não ter conta de WhatsApp, e só um código específico dela cai nesse status. Telefone digitado errado no caderno, DDD trocado, celular antigo: boa parte vem parar aqui, mas outra parte volta com código diferente e aparece em Falhas. Olhe os dois status antes de dizer que o cadastro está limpo.
As 18 em Falha são de dois tipos. Tem o cliente que bloqueou ou apagou a conta, normal em qualquer base. E tem o problema que é seu: template pausado pela Meta por qualidade baixa, categoria errada, conta sem método de pagamento, limite de envio estourado. Esse segundo tipo tem assinatura fácil, o mesmo código repetido dezenas de vezes. Dezoito falhas por códigos variados é ruído; dezoito com o mesmo código pede conserto antes do próximo disparo.
E as Puladas, que aqui ficaram em 0? São mensagens que o sistema não chegou a concluir, por duas origens: você cancela a campanha no meio e a fila é descartada, ou a Meta barra o envio por cap de frequência de marketing ou janela de re-engajamento. A segunda é sintoma de excesso: Puladas subindo de uma campanha para a outra é recado para espaçar os disparos, não para mandar mais.
Um detalhe que evita conclusão errada: quem pediu para sair não aparece em Puladas. Contato com opt-out nem entra na lista elegível, não vira destinatário e não gera custo. Você só vê um Total menor.
O que fazer com cada faixa do relatório de campanha no WhatsApp
Entregou 380 de 500? Olhe o cadastro, não o texto
Entrega é o mais mecânico dos indicadores. 470 de 500 está bom. 380 de 500 quase nunca é culpa da mensagem, é do cadastro: base velha de planilha, telefone fixo misturado com celular, fornecedor que entrou junto na exportação. Baixe o CSV, filtre a coluna Status por Sem WhatsApp, veja quais códigos caíram em Falha e corrija na origem.
Uma lista de 500 limpa vale mais que uma de 1.200 cheia de fantasma. Não porque número morto gere cobrança, já que a Meta cobra por entrega, mas porque ele infla a estimativa de custo do painel e afunda a taxa de entrega.
Quando o culpado é a primeira linha do template
Entregou 470 e leu 180. A mensagem chegou e ninguém quis abrir. Aí o suspeito costuma ser a primeira linha do template, a que aparece na notificação. "Promoção imperdível" some no meio de 40 grupos de família. "Sua vaga de terça às 14h está liberada" não some. Se faltar ideia de texto que não pareça spam, vale olhar as mensagens prontas de WhatsApp e adaptar o tom antes de submeter o template à Meta.
Leitura que só aparece depois das 19h
Na lista de destinatários existe a coluna Quando, com data e hora do evento mais recente de cada número. A campanha que você disparou às 9h e teve metade das leituras depois das 19h diz uma coisa: seu público não está no celular de manhã. Para salão e barbearia, o começo da noite rende mais. Para restaurante, quinta e sexta à tarde pega quem decide o fim de semana.
Opt-out, qualidade e teto de gasto: os freios da tela
No topo aparece o indicador Opt-outs. Cuidado: é o total acumulado de contatos do seu negócio marcados como opt-out, não o resultado daquela campanha. A tela não separa saída por disparo. Para estimar o efeito de uma, anote o número antes e confira no dia seguinte. Saiu de 12 para 15 depois de 500 mensagens? Tranquilo. Pulou para 52? A mensagem chamou atenção pelo motivo errado, mesmo com leitura bonita.
Ao lado vêm dois dados da Meta: a qualidade do número (verde, amarelo ou vermelho) e o limite de envio da conta. No amarelo, espace as campanhas e revise o texto. No vermelho o Lotou trava e a campanha nem é lançada. Só não trate como aviso garantido: o painel mostra o último valor que a Meta reportou, e quem define a régua é ela, que pode restringir um número sem passar por um amarelo visível.
Tem também o cartão Gasto est. vs teto. O valor grande é o gasto estimado acumulado de todas as campanhas, e o percentual embaixo mostra quanto do teto do mês já foi consumido. É estimativa do Lotou para orientar; a cobrança oficial é a da conta Meta. O teto mensal, esse sim, é trava: você define o valor e, se a próxima estourar, ela não é lançada.
Uma regra prática que funciona: uma campanha promocional por mês, no máximo duas, para gente que deu consentimento de verdade. Consentimento registrado não é firula jurídica, é o que separa marketing de infração. Se esse ponto ainda está confuso, o texto sobre LGPD na prática resolve, e a configuração está no guia de disparo em massa no WhatsApp do jeito certo.
Antes da próxima campanha, anote quantos números precisa corrigir no cadastro, qual abertura de template teve mais leitura e em que horário o público responde. É a mesma lógica de quem organiza o atendimento de reservas pelo WhatsApp: o canal só rende quando você mede o que sai dele. É isso que a tela de relatórios do Lotou entrega, no mesmo painel onde a sua agenda já está. Campanha é recurso avançado: exige a API oficial da Meta com o app do próprio negócio e dá trabalho de configurar. Já a agenda, a página pública, os lembretes por e-mail e a lista de espera rodam desde o primeiro dia. Você pode testar o Lotou grátis por 30 dias, sem cartão e ligar as campanhas quando fizer sentido.